É tristeza
É dor
É solidão
É vazio
É o contrário de tudo que almejamos,
Tudo que somos e seremos.
E ainda assim é ela que dá sentido a tudo que existe.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Desafio
Minha noite, sombria e tenra.
Ando e vejo a escuridão à minha volta.
Mas nada importa.
Encontrei alguém.
Desafio-te a me amar
Desafio-te a aquecer a mais gélida das almas
Desafio-te a derrotar criatura que jamais sonhaste existir
Desafio-te
Encontrar uma razão para minha vida e sê-la
Acalmar o mais selvagem dos espíritos
Enterrar o buraco mais fundo de uma alma
Tocar a estrela mais alta do céu
Trazer-me ignorância
Faça-me aceitá-la
Faça com que eu a ame
Faça minha felicidade
Alegrai o mais triste e tolo dos corações
Ando e vejo a escuridão à minha volta.
Mas nada importa.
Encontrei alguém.
Desafio-te a me amar
Desafio-te a aquecer a mais gélida das almas
Desafio-te a derrotar criatura que jamais sonhaste existir
Desafio-te
Encontrar uma razão para minha vida e sê-la
Acalmar o mais selvagem dos espíritos
Enterrar o buraco mais fundo de uma alma
Tocar a estrela mais alta do céu
Trazer-me ignorância
Faça-me aceitá-la
Faça com que eu a ame
Faça minha felicidade
Alegrai o mais triste e tolo dos corações
Boa Viagem
Lá estão as praias cobertas de areia,
Mais cobertas que o corpo que nela transeia
Não deixam por menos a sua soberania.
Pensa a cidade que invade a praia,
Tola cidade que perde suas ruas.
Seus carros parando seus prédios caindo.
A força das águas que não são de março,
São de junho, de julho e janeiro.
Derrubam os muros e adentram as casas,
Quebram as telhas e molham as camas.
Tola cidade que pensa ser grande,
Nada é maior que o poder das águas.
Mas a cidade é valente,
Não some assim tão fácil,
Manda seus bravos soldados,
Munidos de armas, todavia descalços,
O vidro que queima é quem mais sai ferido.
Na calada da noite,
Saem os ébrios soldados,
Deixam a pobre praia,
Fria e vazia,
Podre e moribunda.
De tanta farinha,
De tanto mel,
Sob o sol eles queimam,
E riem felizes.
Conhecem a vitória.
Ó Poderoso Netuno, tende piedade de nós,
Onde antes havia beleza,
Agora temos a praia !
Mais cobertas que o corpo que nela transeia
Não deixam por menos a sua soberania.
Pensa a cidade que invade a praia,
Tola cidade que perde suas ruas.
Seus carros parando seus prédios caindo.
A força das águas que não são de março,
São de junho, de julho e janeiro.
Derrubam os muros e adentram as casas,
Quebram as telhas e molham as camas.
Tola cidade que pensa ser grande,
Nada é maior que o poder das águas.
Mas a cidade é valente,
Não some assim tão fácil,
Manda seus bravos soldados,
Munidos de armas, todavia descalços,
O vidro que queima é quem mais sai ferido.
Na calada da noite,
Saem os ébrios soldados,
Deixam a pobre praia,
Fria e vazia,
Podre e moribunda.
De tanta farinha,
De tanto mel,
Sob o sol eles queimam,
E riem felizes.
Conhecem a vitória.
Ó Poderoso Netuno, tende piedade de nós,
Onde antes havia beleza,
Agora temos a praia !
Sorriso
É teu sorriso que vejo toda noite
Todo dia sem jeito
É tua boca que venero toda tarde
E que posso fazer
Quando sei que algo vale mais que a própria vida
Nossos dias contados um a um
Um nunca acaba
Noite que nunca termina
E que posso fazer
Se tudo que eu sabia não é mais verdade
Ainda sinto teu corpo colado ao meu
Eternamente quente
Aquecendo meu gélido coração
E que posso fazer
Se tudo que sei é que nada mais sei
Todo dia sem jeito
É tua boca que venero toda tarde
E que posso fazer
Quando sei que algo vale mais que a própria vida
Nossos dias contados um a um
Um nunca acaba
Noite que nunca termina
E que posso fazer
Se tudo que eu sabia não é mais verdade
Ainda sinto teu corpo colado ao meu
Eternamente quente
Aquecendo meu gélido coração
E que posso fazer
Se tudo que sei é que nada mais sei
Olhos
Aqueles olhos que não vejo mais
Olhos profundos azuis brilhantes
Cintilando com saudade
Faiscando minha paixão
Do meu passo zonzo torto estreito
Ao dela longo magro sem jeito
Andamos juntos toda uma estrada
Dois segundos se passaram
Duas décadas de lembranças
Seus cabelos curtos sobre o queixo
Sua boca sorrindo com pureza
Seu nariz arrebitado me desafia
Ah, aqueles olhos que não vejo mais
Continuam os doces dias
Doces olhos doces vidas
Meu passo alarga
Dois segundos mais
Uma volta, uma última lembrança
Aqueles olhos novamente
Aqueles olhos que não vejo mais
Pobres olhos doces olhos
Olhos que não me vêem mais
Olhos profundos azuis brilhantes
Cintilando com saudade
Faiscando minha paixão
Do meu passo zonzo torto estreito
Ao dela longo magro sem jeito
Andamos juntos toda uma estrada
Dois segundos se passaram
Duas décadas de lembranças
Seus cabelos curtos sobre o queixo
Sua boca sorrindo com pureza
Seu nariz arrebitado me desafia
Ah, aqueles olhos que não vejo mais
Continuam os doces dias
Doces olhos doces vidas
Meu passo alarga
Dois segundos mais
Uma volta, uma última lembrança
Aqueles olhos novamente
Aqueles olhos que não vejo mais
Pobres olhos doces olhos
Olhos que não me vêem mais
Vida
Ah vida, minha vida
Esse palco de ilusões
Apenas um mero ator
Suportando seu calvário
Aprendendo a conviver
Suportando a ignorância
Admirando a inocência
Esperando meu inevitável fim
Cada novo dia traz amarguras
Saudades de um passado embrionário
Faces de um monstro desfigurado
Que reflete meu próprio semblante
Grande é a dor e a compaixão
Daqueles que sabem a verdade
Viver consigo mesmo é um suplício
Felizes são os que ignoram
Tantas sombras caminhando
Árvores e caminhos que nunca se cruzam
A lua move o sol, o sol move a lua
E ainda assim, ignoram…
Duas faces da mesma moeda
Ah, a aparente dualidade da natureza
Engana os menos atentos
Mostra-me então a realidade
Faça-te visível, Mãe Natureza
Forja tua face diante de meus incrédulos olhos
Procuro por ti a cada inútil dia
E ainda assim escapas de minha compreensão
Desde meu nascimento
Procurando teu rosto nas estrelas da noite
Como outros e todos procuraram antes de mim
Acabar com a dádiva
Desde o velho solitário
Procurando uma porta
Desenhar o próprio criador
Acabar com a dádiva
Desde o velho músico
Procurando unificar a verdade
Tornar Deus um só
Acabar com a dádiva
Rumemos ao infinito
Encontremos a borda do balão
Empurremos um pouco mais
Evitemos a queda, o fim ,a ruína, a desgraça ?!
Incólume como o luar
Incerto como o amanhecer
Escurece minha vista
Alivia-me de minha existência
Esse palco de ilusões
Apenas um mero ator
Suportando seu calvário
Aprendendo a conviver
Suportando a ignorância
Admirando a inocência
Esperando meu inevitável fim
Cada novo dia traz amarguras
Saudades de um passado embrionário
Faces de um monstro desfigurado
Que reflete meu próprio semblante
Grande é a dor e a compaixão
Daqueles que sabem a verdade
Viver consigo mesmo é um suplício
Felizes são os que ignoram
Tantas sombras caminhando
Árvores e caminhos que nunca se cruzam
A lua move o sol, o sol move a lua
E ainda assim, ignoram…
Duas faces da mesma moeda
Ah, a aparente dualidade da natureza
Engana os menos atentos
Mostra-me então a realidade
Faça-te visível, Mãe Natureza
Forja tua face diante de meus incrédulos olhos
Procuro por ti a cada inútil dia
E ainda assim escapas de minha compreensão
Desde meu nascimento
Procurando teu rosto nas estrelas da noite
Como outros e todos procuraram antes de mim
Acabar com a dádiva
Desde o velho solitário
Procurando uma porta
Desenhar o próprio criador
Acabar com a dádiva
Desde o velho músico
Procurando unificar a verdade
Tornar Deus um só
Acabar com a dádiva
Rumemos ao infinito
Encontremos a borda do balão
Empurremos um pouco mais
Evitemos a queda, o fim ,a ruína, a desgraça ?!
Incólume como o luar
Incerto como o amanhecer
Escurece minha vista
Alivia-me de minha existência
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Objetivo de Vida
Quando novo era, tomei uma grande decisão. Primeiro eu achava que era inteligente, pensei em ser o mais inteligente do mundo. Pensei em ser o mais rico do mundo. Pensei em ser o mais bem sucedido do mundo. Mas essas eram conquistas transitórias, marcas superáveis ao longo da história. Decidi então ser o homem mais feliz do mundo, de uma maneira que ninguém em todo universo pudesse me superar. Decidi então casar com a mulher que amava.
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